Alinhamento com o EU

Costumo dizer que o “pulo do gato” para sair da zona de dor e sofrimento de qualquer natureza está em nos alinharmos com o nosso Eu.

Mas para alinharmos, precisamos primeiro identificar o Eu mais puro existente em nós. Não é fácil porque em nossa biografia muitas passagens são nomeadas  por outras pessoas. A maioria delas é feita quando somos crianças, quando ainda não usufruímos de nossa total compreensão acerca dos fatos e nossa estrutura psíquica ainda está maturando.

Se eu te perguntar agora “Que tipo de criança você foi?”, provavelmente você me responderá “Fui uma criança arteira”, “Fui tímida” ou talvez “Nossa, dei muito trabalho para meus pais” ou “Fui uma criança boazinha, calma, tudo tranquilo”. Correto? Pois bem, a pergunta que provavelmente eu te faria seria: Quem te disse isso?

Uma criança pequena somente sabe se expressar no mundo através do seu manancial de pureza e inocência. Porém títulos, nomes e rótulos são nos dados a partir desta livre expressão, o que jamais pode significar que este seja nosso verdadeiro Eu.

Desta forma, de que maneira um adulto pode livrar-se da zona de sofrimento e dor acessando o Eu, se o Eu foi nomeado por outra pessoa e não representa o verdadeiro Eu?

Além de um profundo trabalho de auto conhecimento, um bom exercício é começarmos a perceber que tipo de atividade ou estímulo nos toca profundamente, o que desperta nossas paixões? O que fazemos no dia a dia ou num momento especial, em que percebemos que não conseguimos controlar nosso entusiasmo? Um entusiasmo que não conseguimos nem identificar a origem é como se fosse uma força maior que a razão.

Vamos a um exemplo para ilustrar melhor: O aroma de uma comida específica sendo feito na panela. Parece que quando aquele determinado alimento, com aquele determinado tempero, exala um certo aroma e algo dentro de nós desperta. Não sabemos o que e nem porque, mas temos a sensação de que nosso corpo e mente naquele momento estão em total harmonia. Uma sensação boa nos invade e não conseguimos sobrepor a atuação da mente naquele instante.

Nesse momento estamos acessando algo relacionado a nossa pura essência, alguma lembrança está sendo desbloqueada e nos mostrando que algo muito lindo vive dentro de nós. Podemos nesse instante buscar conscientemente olhar para essa memória, desvelá-la e validar essa sensação, tornando-a presente, renomeando essa experiência, dando vida a ela, convidando-a a participar do presente.

Toda vez que fazemos esse pequeno exercício nossas células, até então dormentes e entendendo essa experiencia como apenas uma passagem do passado sem importância, passam a ter um novo nome, um novo significado, e entendem que elas podem estar vivas e atuantes no presente. Uma nova frequência é emitida!

Essa nova frequência é um reencontro com o nosso verdadeiro Eu. 

Este reencontro nos possibilita compreender melhor nossos dons e talentos, e somente quando os reconhecemos conseguimos alinhar nossa existência a um propósito. E as coisas se tornam muito mais leves e nítidas a partir daí.

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