Ansiedade

Ansiedade.
Todos nós sabemos o que ela causa e as consequências que ela traz, mas será que já paramos para pensar sobre o que de fato ela é?


Eu costumo resumir a ansiedade como uma VIAGEM AO TEMPO muito maluca pois projetamos nosso SER e a nossa energia para um tempo futuro com vestimentas da  nossa experiência passada.  Seria algo como enviar nosso ser de 1980 para viver uma realidade em 2030. (acho que o Spielberg brincou com isso na trilogia do “De volta para o futuro”, lembram?)
Pois é antes fosse tão divertido quanto as aventuras do Marty McFly, mas na realidade não é.

Olhando pelo prisma de quem sofre com os males da ansiedade, a pessoa se desorganiza emocionalmente quando imagina que o futuro que a aguarda irá recebê-la da mesma forma que um dia o passado a recebeu. Se no passado ao enfrentar aquele desafio a pessoa saiu machucada, logo o futuro irá machucar novamente.  Começa então no tempo presente a reação de se proteger deste futuro machucado….que ainda nem aconteceu!

Nesse processo inconsciente nos esquecemos de considerar que o nosso ser do futuro tem uma bagagem maior que o nosso ser do passado. A começar pelo próprio desenvolvimento do cérebro por exemplo.

O cérebro de uma criança tem menos condições biológicas de armazenar e processar experiencias comparadas ao cérebro de um adulto. Um adulto sabe nomear um sentimento, a criança muitas vezes não e conta com a ajuda do adulto cuidador dela para fazer essa tarefa. O que já torna a nossa biografia humana um tanto confusa, é como se no livro autoral da nossa vida os primeiros capítulos tivessem sido narrados por outra pessoa, que descreve como nos sentimos.

Quando nos propomos a ressignificar a nossa biografia ativamos na consciência o modo adulto  para que possamos em primeiro lugar RENOMEAR com nossas próprias palavras o sentimento verdadeiro que nossa criança realmente sentiu.  Nesse processo descobrimos muitas vezes que o que chamamos de alegria era tristeza, ou raiva, ou medo…

Quando conseguimos enfim organizar esses nomes, ganhamos a capacidade de olhar para nossa história e perceber muitas vezes que crescer é evoluir. E evoluir é dinâmico, não é uma fórmula estática e muito menos um ciclo vicioso. Que podemos a todo instante acrescentar nas nossas decisões elementos novos que vamos ganhando ao longo de cada minuto que vivemos. E para ter essa percepção precisamos estar sempre nos lembrando que vivemos no Presente!

Existem inúmeros métodos que nos lembram que estamos vivendo o momento presente: Respiração, meditação, arteterapia, musicoterapia, atividade física, atividades junto a natureza, psicoterapia entre tantas atividades e práticas que existem disponíveis no mundo de hoje inclusive com orientação profissional.

Basta em primeiro lugar fazer o exercício de observar onde estamos enviando nosso ser, a partir dai a técnica ou o método que irá melhor dialogar com você acaba sendo um detalhe de conexão.

Comece a observar!

 

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